Bem, eu não estava errado.
Era triste, silencioso e sem vida. A terra seca e árida parecia absorver toda felicidade ou esperança que qualquer ser humano pudesse ter em uma região como aquela.
O silencio tinha cheiro de morte, e a morte chegava no silencio.
Crianças subnutridas sentavam no chão de terra e riam, completamente alheias ao próprio sofrimento.
Escutei um gemido baixo e doloroso, uma das crianças sentadas-uma menina- se levantou e correu até um casebre em pedaços, voltando minutos depois, com um bebê nos braços.
O bebê jazia sem vida no colo da criança.
Senti as lágrimas molharem meu rosto, como se chorar pudesse apagar a imagem daquele pequeno ser, tão magro que suas costelas apareciam sob a pele, tão fraco que no seu leito de morte nem tivera forças para chorar.
A criança fitava o bebê como se fitasse seu próprio destino em um espelho.
Aproximei-me dos dois e abracei aquela garotinha sofrida, ela não me abraçou de volta, nem demonstrou qualquer reação, apenas continuou a fitar o bebê como se nada mais existisse.
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Fiz esse texto na aula de redação e resolvi pôr aqui, espero que tenham gostado :)
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