sexta-feira, 25 de novembro de 2011

  Eu sabia que iria me assustar quando chegasse naquele lugar. 
  Bem,  eu não estava errado.
  Era triste, silencioso e sem vida. A terra seca e árida parecia absorver toda felicidade ou esperança que qualquer ser humano pudesse ter em uma região como aquela. 
  O silencio tinha cheiro de morte, e a morte chegava no silencio.
  Crianças subnutridas sentavam no chão de terra e riam, completamente alheias ao próprio sofrimento. 
  Escutei um gemido baixo e doloroso, uma das crianças sentadas-uma menina- se levantou e correu até um casebre em pedaços, voltando minutos depois, com um bebê nos braços.
 O bebê jazia sem vida no colo da criança. 
  Senti as lágrimas molharem meu rosto, como se chorar pudesse apagar a imagem daquele pequeno ser, tão magro que suas costelas apareciam sob a pele, tão fraco que no seu leito de morte nem tivera forças para chorar. 
  A criança fitava o bebê como se fitasse seu próprio destino em um espelho. 
  Aproximei-me dos dois e abracei aquela garotinha sofrida, ela não me abraçou de volta, nem demonstrou qualquer reação, apenas continuou a fitar o bebê como se nada mais existisse. 
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Fiz esse texto na aula de redação e resolvi pôr aqui, espero que tenham gostado :) 

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